BOLETIM DA REDE Nº 015
Informativo da Rede Professores em Ação
Passos/MG – 21/09/2011
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ÚLTIMAS DA GREVE
O peixe morre pela boca...
Certamente, todos leram no nosso último boletim que a história da greve ilegal é pra boi dormir. Pois então, olhem só este comunicado que a nossa companheira Luciana Falcucci, de Alpinópolis, nos enviou. O documento foi enviado a diretores/as de todo o Estado. Olhem só a incoerência do desgoverno Anastasia, que é mestre em espalhar mentiras para disseminar a cizânia e a discórdia entre a categoria.
Observem o comunicado do Subsecretário de Gestão de Recursos Humanos e analisem bem: se a greve fosse ilegal, ele comunicaria FALTA COMUM e não FALTA GREVE.
Senhores/as Diretores/as:
Informamos que os servidores efetivos, efetivados e designados que, apesar da declaração da ilegalidade da greve pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, permanecerem em greve continuarão tendo suas faltas lançadas como Falta Greve.
Atenciosamente,
Antonio Luiz Musa de Noronha
Subsecretário de Gestão de Recursos Humanos
Rede continua com mobilizações
A nossa Rede Professores em Ação continuou com a mobilização na cidade. Nossos valorosos companheiros já estão entregando um novo panfleto nas portas das escolas e nas ruas da cidade. “A greve não é ilegal” é o título do panfleto que desmascara o desgoverno e seus sequazes que andam a espalhar esta e outras asneiras por aí.
Por falar em asneiras...
... a coordenação da nossa subsede do Sind-UTE Passos deu o troco na representante da APPMG – aquela que se diz defensora dos professores públicos.
O que o Sind-UTE quer saber é simples: quais as reivindicações que a tal entidade fez e que foram atendidas pelo deputado citado por ela? A diretora da APPMG é contra ou a favor do cumprimento da Lei Federal 11.738 (Lei do Piso)? A tal entidade já entrou com quantos processos jurídicos de seus filiados, em Passos, contra o governo mineiro?
Marcação cerrada
Embora haja algumas vozes contrárias, a nossa greve está tendo um maciço apoio da população. São pessoas de todos os segmentos, de todas as profissões, de todas as religiões, de todos os partidos... Algumas pessoas, porém, relembram que uma parte da categoria ajudou a eleger Anastasia, Aécio Neves e deputados da base governista. Infelizmente, isso é verdade.
Portanto, temos de fazer marcação cerrada a esses políticos que apóiam o governador e o senador Aécio (este é outro que virou as costas para a categoria – o que não é novidade!), cobrando deles o cumprimento das promessas de campanha para a Educação. Não só deles, mas também do governo federal.
Afinal, se investirem pesado em educação – como queremos –, ficará cada vez mais difícil termos, no país, escândalos como os chamados mensalões do PT, do PSDB mineiro, do Democrata do Distrito Federal. Ou seja: se não formarmos cidadãos críticos e conscientes, este país vai pro beleléu...
Novas da greve em BH
Nesta quarta-feira (21), a Comissão de Negociação do nosso Sindicato se reuniu com o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Dinis Pinheiro (PSDB), e parlamentares da base governista e de oposição. Dinis prometeu tentar reabrir o diálogo entre as partes (sindicato e governo). É só o governo não mandar a mesma resposta: “Só negocio se acabar a greve”.
De qualquer forma, leiam a matéria publicada no site do Sind-UTE sobre o encontro na Assembléia intitulada “Presidente da ALMG se compromete a dialogar com Governo para abertura das negociações”.
A Comissão de negociação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) se reuniu na manhã dessa quarta-feira (21/9), com o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, deputado Dinis Pinheiro (PSDB) e parlamentares da base e oposição. Na ocasião, a categoria reafirmou o desejo de dialogar com o Governo para por fim ao impasse, e para isso, espera contar com o apoio do Poder Legislativo. Dinis Pinheiro se comprometeu a conversar com o Estado, para tentar viabilizar abertura de diálogo entre Governo e Sindicato.
Os trabalhadores/as estão acampados nas dependências da Assembleia Legislativa desde essa terça-feira (20/9), após Assembleia Estadual da categoria. No local eles promovem apitaço, proferem palavras de ordem e exibem faixas com dizeres alusivos as reivindicações da categoria.
O objetivo dessa mobilização é impedir a tramitação do projeto de lei 2355/11, de autoria do Governo do Estado, que prevê melhorias no subsídio. A pressão imposta pelos trabalhadores/as resultou na retirada do projeto da pauta do plenário e a viabilização de encontro com deputado Dinis Pinheiro. “Mesmo com a retirada do projeto de pauta nós vamos permanecer acampados por tempo indeterminado. Nosso objetivo é cobrar dos parlamentares que nos ajudem a viabilizar um processo de negociação com o Governo”, disse a diretora estadual do Sind-UTE/MG, Lecioni Pereira Pinto.
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