BOLETIM DA REDE Nº 004
Informativo da Rede Professores em Ação
Passos/MG – 04/09/2011
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ÚLTIMAS DA GREVE
Vem pra roda você também!
Para quem está em greve, mas acompanhando “de longe”, os companheiros do Comando de Greve têm participado de várias atividades. Nesta segunda (05/09), por exemplo, vários colegas estarão participando de atividades tanto no período da manhã, como no da tarde.
Agora, cá pra nós, se todos ajudarem, a carga fica mais leve!
Portanto, convidamos os colegas em greve a participarem da assembleia geral marcada para esta segunda-feira (05/09), às 17h30, no Colégio Estadual, para que possamos traçar planos para o desfile de Sete de Setembro e discutir outros temas relacionados à greve.
Sua presença é essencial!
Aula na praça
O Jornal Regional (EPTV) trouxe uma matéria interessante, na sexta-feira (02). Os professores em greve fizeram uma aula na praça, em Pouso Alegre. Além de vários alunos, a população apoiou o movimento e a justa reivindicação da nossa categoria.
Entenda de uma vez por todas
Se você quiser entender de uma vez por todas o que é o tal de subsídio do governo Anastasia, então precisa ler o artigo “Por um ensino de qualidade”, de Lindolfo Fernandes de Castro. Ele é presidente do Sindicato dos Fiscais do Estado de Minas Gerais (Sindifisco-MG). Entre no site do Sindicato (www.sindutemg.org.br) e leia o artigo. Vale a pena, inclusive para explicar aos desavisados porque o piso é muito melhor para nossa categoria que o tal de subsídio...
“Madalena arrependida!”
Deu no jornal “O Tempo”: “Um dia depois de se encontrar o governador Antonio Anastasia e declarar apoio à medida do Estado de convocar professores substitutos, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que a greve dos professores é legítima e que os Estados deveriam ter se programado para cumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que institui o piso de R$ 1.187,97.”
"Alguns governadores e prefeitos deveriam ter se precavido durante o período de tramitação no Supremo. Não o fizeram e agora terão que encontrar formas de cumprir com o piso, ou negociar um reescalonamento com os professores".
Isto é incrível!!!
O próprio Ministério Público Estadual, que ameaça pedir a ilegalidade da greve dos professores mineiros, reconhece que a proposta do governo não é boa para a categoria. “A decisão do governo realmente desvaloriza a carreira dos professores, mas a greve está prejudicando os alunos”, disse o procurador do MPE, Alceu Torres Marques. Foi o que trouxe o jornal “O Tempo”, de 02/09/11 em matéria intitulada “Professores não aceitam o “novo” piso e greve continua”.
Por falar em ilegalidade da greve...
.... leia o artigo “Ilegalidade do movimento?”, do professor Antônio Jerônimo Neto, de Belo Horizonte.
Artigo:
Causou-nos certa estranheza o fato do Ministério Público, só depois de 80 dias de paralisação dos professores, mandar publicar em vários jornais, que vai pedir a ilegalidade da greve.
Não será o Estado é que deveria ser punido pelo desrespeito a uma Lei Federal? Dessa vez a multa diária não seria para o Estado?
O Sindicato não está mentindo não! A tabela salarial que respeita nossa formação bem como nosso tempo de trabalho foi criada por lei e o governo sabe disso.
Os 712 reais (já defasados, pois hoje já são R$ 958,72) que a lei 11738/2008 manda pagar é apenas para professores de nível médio de escolaridade, isto está muito claro na lei.
Não é possível que o Governador saiba desse detalhe da lei, nem a Secretária de Educação, a de Planejamento e muito menos o Procurador do MP.
O governo está rasgando a Lei 15.293/2004 que define o nosso plano de carreira, que ele próprio aprovou!
O que está sendo oferecido a nós é a esmola de um pouco mais de 23 reais ao dia, não apenas para transmitir conhecimentos, mas, para exercermos o apostolado de educador de fato.
Em qualquer cidadezinha do interior do nosso estado, qualquer pedreiro recebe, por dia de trabalho exatamente 60 reais, nada contra os pedreiros, e acho muito justo esse salário. E por que temos que aceitar um terço desse valor?
O MP que nos desculpe, mas se o governo não quer mesmo ver essa realidade aqui descrita é por que ele não está nem aí para nossos alunos sem aula e nossa greve tem mesmo é que continuar.
Belo Horizonte, 01/09/2011
Professor Antônio Jerônimo Neto
Não será o Estado é que deveria ser punido pelo desrespeito a uma Lei Federal? Dessa vez a multa diária não seria para o Estado?
O Sindicato não está mentindo não! A tabela salarial que respeita nossa formação bem como nosso tempo de trabalho foi criada por lei e o governo sabe disso.
Os 712 reais (já defasados, pois hoje já são R$ 958,72) que a lei 11738/2008 manda pagar é apenas para professores de nível médio de escolaridade, isto está muito claro na lei.
Não é possível que o Governador saiba desse detalhe da lei, nem a Secretária de Educação, a de Planejamento e muito menos o Procurador do MP.
O governo está rasgando a Lei 15.293/2004 que define o nosso plano de carreira, que ele próprio aprovou!
O que está sendo oferecido a nós é a esmola de um pouco mais de 23 reais ao dia, não apenas para transmitir conhecimentos, mas, para exercermos o apostolado de educador de fato.
Em qualquer cidadezinha do interior do nosso estado, qualquer pedreiro recebe, por dia de trabalho exatamente 60 reais, nada contra os pedreiros, e acho muito justo esse salário. E por que temos que aceitar um terço desse valor?
O MP que nos desculpe, mas se o governo não quer mesmo ver essa realidade aqui descrita é por que ele não está nem aí para nossos alunos sem aula e nossa greve tem mesmo é que continuar.
Belo Horizonte, 01/09/2011
Professor Antônio Jerônimo Neto
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