terça-feira, 20 de setembro de 2011

BOLETIM DA REDE Nº 014 - ÚLTIMAS DA GREVE

BOLETIM DA REDE Nº 014

Informativo da Rede Professores em Ação
Passos/MG – 20/09/2011
______________________________________________________
ÚLTIMAS DA GREVE

A greve não é ilegal
            Alguns colegas voltaram às salas de aula depois que o desgoverno Anastasia e seus arautos da imprensa comprada noticiaram que a greve era ilegal. A greve não é ilegal. Basta analisar a medida cautelar do desembargador Roney Oliveira, do TJMG, que considerou o movimento “abusivo” por durar mais de 100 dias. Por que, então, o TJ não tomou nenhuma medida quando o Sindicato recorreu àquele órgão, no dia 05 de julho? A greve tinha apenas 27 dias...
            Outra burrice espalhada por aí – e engolida por muitos “carneiros” – é que terão de pagar a multa pela ilegalidade da greve. A multa – se é que vai existir após os recursos que o nosso Sindicato está impetrando – é para o Sindicato e não para professores.
            O que mais causa admiração é que ainda existam pessoas em nossa categoria que ainda acreditam nessas besteiras publicadas pela mídia comprada e pelo desgoverno Anastasia. Devem acreditar também em “papai noel”, “saci pererê”, em “subsídio” etc.

A greve continua!
            Pois é, os cerca de 9 mil trabalhadores presentes na assembléia de hoje (20/09), na capital mineira, decidiram pela continuidade da greve. Na próxima terça-feira (27/09), haverá outra assembléia às 13h. Sabe por que a greve continua? O desgoverno Anastasia anunciou, pelo seu líder na Assembléia, que só negocia se a categoria voltar ao trabalho.
            E aqui em Passos, muitos trabalhadores continuam de braços cruzados. Aliás, mobilizados. Há várias atividades programadas para os próximos dias. Portanto, compareçam à reunião desta quarta-feira (21/09), no Colégio Estadual, a partir das 17h30. Mesmo alguns que continuam em sala de aula têm dado sua contribuição, participando das mobilizações. Quanto mais gente, mais força teremos!

Quatro categorias
            Para refletir: em Minas, além dos designados, temos os resignados, os indignados e os subsidiados. Em qual categoria você se encaixa?

Extra! Extra! Extra!
            Gente, olha aqui a notícia postada pelo jornalista Ricardo Noblat, do jornal “O Globo”, nesta terça-feira (20/09)!
Conforme a notícia, o nosso piso – que sobe conforme os repasses destinados aos investimentos em alunos – terá um reajuste de 16,6% em 2012. Isso mesmo: 16,6%. O projeto meia-sola do Anastasia, além de achatar nossa carreira, prevê apenas 5% de reajuste... em abril de 2012.
            Confira a notícia na íntegra:
(O Globo)
O valor do piso nacional dos professores das escolas públicas do país terá reajuste nominal de 16,6% em 2012, passando dos atuais R$ 1.187 para R$ 1.384. A variação cumpre a lei 11.738, de 2008, que prevê aumento do salário-base docente conforme o incremento do custo anual por aluno previsto no Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização do Magistério (Fundeb).
De acordo com a memória de cálculo do projeto de lei orçamentária enviado hoje ao Senado pelo Ministério do Planejamento, o Fundeb também terá reajuste nominal de 16,6% no ano que vem, com arrecadação prevista de R$ 106,7 bilhões, considerando R$ 77,4 bilhões de aportes dos Estados e R$ 29,2 bilhões da União. Com isso, o Brasil aumenta o seu gasto por aluno na mesma proporção, para R$ 2.009,45.
O documento também indica que a complementação financeira da União ao Fundeb será 23% maior que a de 2011, chegando a R$ 9,603 bilhões. Esse valor é distribuído entre dez Estados que, com sua arrecadação, não conseguem cumprir o custo-aluno de R$ 2.009,45.
A novidade é que Paraná e Minas Gerais entram pela primeira vez nessa lista - geralmente composta por Estados pobres - e receberão, respectivamente, R$ 144 milhões e R$ R$ 1,115 bilhão do governo federal em 2012 a fim de cumprir suas obrigações financeiras na área educacional.
O projeto de lei orçamentária de 2012 prevê ainda que o Ministério da Educação (MEC) desembolse R$ 1,067 bilhão aos governos estaduais e prefeituras que tiverem problema para cumprir a lei do piso nacional dos professores.
Até o fim do ano, o MEC publicará portaria validando todos esses números.

***

Nenhum comentário:

Postar um comentário