BOLETIM DA REDE Nº 022
Informativo da Rede Professores em Ação
Passos/MG – 10/10/2011
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Frase: “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”. (Sir Arthur Lewis)
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Começa a discussão em torno do piso
Esta segunda-feira (10/10) foi marcada por grande expectativa da categoria quanto às negociações na segunda reunião da Comissão Tripartite (Sindicato, Governo e Assembléia Legislativa). E de fato a coisa pegou fogo, mas ainda não houve definição. O governo está protelando uma definição, tentando ganhar tempo, quem sabe, armando jogadas, como no xadrez, com o objetivo de dar um xeque-mate na categoria.
Bem, pelo que rolou até agora, ele já “matou” a categoria de raiva; agora, estamos esperando o “xeque”, aliás, o “cheque”. Que venha com o piso do MEC, ok? Ao ponto. E nada de cheque sem fundos, hein?
Então, vamos logo ao texto postado pela Beatriz Cerqueira em seu blog, que relata o que se passou na segunda reunião da Comissão Tripartite.
2ª Reunião da Comissão Tripartite – 10/10/11
Cidade Administrativa, Gabinete do Secretário de Governo.
Presentes:
Governo do Estado: Danilo de Castro, Secretário de Estado do Governo; Renata Vilena, Secretária de Estado de Planejamento e Gestão; Ana Lúcia Gazola, Secretária de Estado da Educação; Flavio Henrique, Secretário Adjunto da Casa Civil.
Deputados Estaduais: Adalclever, Antônio Júlio, João Leite, Sebastião Costa, Rogério Correia, Pompilio, Duarte Bechir.
Sind-UTE MG (Comissão de Negociação): Beatriz Cerqueira, Lecioni Pereira Pinto, Marilda Abreu, Feliciana Saldanha.
Foram discutidos dois pontos:
- Pagamento/questões funcionais;
- Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN)
1) Pagamento do salário/questões funcionais
O sindicato insistiu na necessidade de manutenção dos salários dos meses de agosto (recebido em outubro) e setembro (recebido em novembro) além das questões funcionais como o retorno das publicações de férias-prêmio.
Sobre a publicação de férias-prêmio (suspensas a partir de setembro/11) o sindicato trouxe à memória a realidade deste direito da categoria. Nos últimos anos, embora o direito tenha sido adquirido pelo servidor, ele foi impedido de usufruí-lo gerando um grande passivo. Em 2010, a conquista da mudança do percentual de 10% para 20% foi para tentar reparar este passivo.
O Governo argumentou que precisa respeitar uma base legal para concessão deste direito, que é necessário realizar a reposição e que a Administração Pública tem a conveniência e oportunidade para publicar as férias prêmio.
O sindicato argumentou que a concessão das férias prêmio é um ato em que a Administração Pública deve observar o que está descrito na Lei. Na legislação em vigor não existe o critério que exclui os servidores que fizeram a greve de ter este direito respeitado. Portanto respeitar a legislação em vigor é suspender a proibição das publicações dos pedidos de férias prêmio. A manutenção dos substitutos (conforme política defendida pela Secretaria de Estado da Educação) supriria o problema de reposição, argumentado pelo Governo. Além disso, a forma como a Secretaria determinou unilateralmente a reposição através de uma recomposição de calendário contradiz o argumento de ser necessário aguardar a reposição uma vez que não haveria uma correlação de dias a serem repostos.
Ainda, solicitamos o desligamento imediato dos substitutos contratados durante a greve. A Secretaria de Estado da Educação afirmou que eles continuarão.
Apresentamos a denúncia de um rapaz de 18 anos contratado para trabalhar com o Ensino Médio numa escola estadual de Belo Horizonte. Discutimos a ausência de debate pedagógico uma vez que a realidade das escolas estaduais é de que os substitutos, em sua maioria, não estão cumprindo a jornada de trabalho, não há nenhum planejamento pedagógico para reforço no processo de aprendizagem dos alunos. Ainda discutimos que a reposição precisa ser pactuada com quem fez a greve e isso não ocorreu. Houve a imposição de regras que não foram discutidas com ninguém. Não é possível a Secretaria de Educação impor a renúncia das férias coletivas de janeiro como tem feito.
Na questão do pagamento dos meses de agosto e setembro, o Governo argumentou que não poderia pagar duas vezes pela mesma situação uma vez que pagará o substituto pelas aulas. Argumentou também que obteve autorização da justiça para contratação e a greve foi declarada ilegal. Por isso, para manter o pagamento de setembro, haveria um problema operacional. Quanto a legalidade da greve apresentamos a decisão do Desembargador comprovando que não houve declaração de ilegalidade, a greve de 2011 é legal. Além disso, com a decisão de manter os substitutos, o Governo efetua dois pagamentos para uma só função. A decisão da justiça foi de autorização para contratação uma vez que o Estado não ajuizou nenhuma ação com este pedido. Existe um Mandado de Segurança impetrado pelo sindicato pedindo a proibição destas contratações e não há decisão definitiva sobre isso. Argumentamos então a manutenção dos pagamentos de junho e julho. A princípio se posicionaram contra o pagamento antecipado, mas os encaminhamentos foram os seguintes:
- no que se refere à suspensão da publicação de férias prêmio, a Secretaria de Educação fará um levantamento de todos pedidos requeridos e não publicados, para, até 201/10 apresentar ao sindicato e resolver esta questão.
- No que se refere ao pagamento, os deputados estaduais apresentaram a proposta do governo antecipar o pagamento integral do 13º salário para pagamento em outubro e realizar o pagamento antecipado dos meses de junho e julho. Quanto ao 13º a resposta da operacionalidade deste pagamento será dada no dia 17/10. Quanto ao pagamento dos meses de junho e julho, o Governo fará uma consulta ao Tribunal de Contas e discutiremos na próxima semana.
2) Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN)
O governo apresentou três princípios para iniciar a discussão das tabelas do Piso Salarial:
a) o universo das carreiras atingidas pelo Piso Salarial
O sindicato apresentou que as 8 carreiras da educação devem ser contempladas pelo Piso Salarial uma vez que exercem a função de docência ou de suporte pedagógico à docência. Apresentamos o conceito de unidade escolar descrito na Lei Estadual 15.293/04 (para definir quem de suporte pedagógico teria direito ao PSPN) e apresentamos a descrição das funções da carreira também prevista na Lei Estadual 15.293/04.
A Secretaria de Estado da Educação discorda da reivindicação argumentando que somente professores e especialistas teriam direito ao Piso Salarial.
Continuamos argumentando uma vez que o que define as funções é a legislação estadual. Foi proposto um encaminhamento dos deputados de continuarmos este debate para definição na próxima reunião da Comissão onde sindicato e governo voltarão ao debate para definir este ponto.
Continuamos argumentando uma vez que o que define as funções é a legislação estadual. Foi proposto um encaminhamento dos deputados de continuarmos este debate para definição na próxima reunião da Comissão onde sindicato e governo voltarão ao debate para definir este ponto.
b) o Valor do Piso do MEC
Quanto ao valor do PSPN apurado pelo Ministério da Educação, lembramos que durante as reuniões com o Ministério Público, o sindicato já havia se disponibilizado a discutir este valor. Mas reivindicamos que, uma vez que os impactos financeiros do Piso serão a partir de 2012, o valor não será mais R$1.187,00 e, para a negociação, deve ser considerado o reajuste anual projetado em 16%. Houve concordância de toda a comissão que o reajuste será considerado.
c) a aplicação da proporcionalidade
Também durante as reuniões com o Ministério Público já havíamos informado da disponibilidade do sindicato em discutir o Piso com sua aplicação proporcional.
Próxima reunião: 17/10, 15 horas, Cidade Administrativa.
Próxima reunião: 17/10, 15 horas, Cidade Administrativa.
Novamente o sindicato registrou a necessidade de agendamento de mais de uma reunião por semana.
Quanto à situação do designado, a Secretaria havia informado que não colocará obstáculo para que o servidor que participou da greve concorra à nova designação ainda este ano. Por isso, caso algum servidor seja impedido de concorrer à nova designação, deverá informar ao Departamento Jurídico do Sind-UTE MG através da nossa advogada Dâmaras.
Observações:
a) a manifestação de opinião da categoria diretamente aos deputados estaduais através de e-mails, telefonemas, procura nos escritórios regionais está ajudando.
b) tentei ser fiel no relato da reunião. Um ou outro argumento utilizado pelo sindicato pode não ter sido registrado aqui, mas o conteúdo e encaminhamentos estão aqui.
Rio de Janeiro fará concurso público para professores
As inscrições poderão ser feitas até o início de novembro próximo. Confira a notícia, que pode ser acessada também na página da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro:
Seeduc abre concurso para professor Docente I de 16 horas e 30 horas
05/10/2011 - 19:25h - Atualizado em 06/10/2011 - 16:31h
Secretaria selecionará candidatos para provimento de vagas e para a formação de cadastro de reserva
Nesta quinta-feira (06/10), a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) deu início ao concurso público para provimento de vagas e para a formação de cadastro de reserva para professores Docentes I com carga horária semanal de 16 horas e de 30 horas. As inscrições seguem até o dia 06 de novembro.
O concurso, a cargo da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj), constará de prova objetiva e avaliação de títulos. A aplicação da prova objetiva e a entrega de títulos será no dia 18 de dezembro de 2011, e o resultado final da avaliação de títulos e a classificação dos candidatos aprovados será divulgado em 26 de janeiro de 2012. Os candidatos começarão a ser convocados logo após a publicação do resultado. As inscrições devem ser feitas no site da Ceperj (www.ceperj.rj.gov.br).
Para professor Docente I / 16h, há vagas para profissionais das áreas de Artes (322), Biologia (30), Ciências (129), Filosofia (718), Inglês (89), Sociologia (640) e Espanhol (02), totalizando 1.930 vagas. Para Educação Física e História, haverá somente cadastro de reserva para professores. A taxa de inscrição é de R$ 40,00 e o vencimento inicial será de R$ 877,91.
Já para professor Docente I / 30h, há vagas para profissionais das áreas de Física (395), Geografia (525), Matemática (223) e Química (248), totalizando 1.391 vagas. Para professores de Português, haverá somente cadastro de reserva. A taxa de inscrição é de R$ 65,00 e o vencimento inicial será de R$ 1.646,07.
Nos dois casos, além das vagas oferecidas, o professor também poderá se inscrever para o cadastro de reserva, que será oferecido em algumas disciplinas e municípios.
O objetivo é convocar professores para as disciplinas em que não há mais profissionais de concursos anteriores a serem chamados. Além disso, visa a criar um cadastro de profissionais de disciplinas em que ainda há profissionais a serem convocados, mas em número insuficiente, para que Secretaria possa fazer as convocações de acordo com a necessidade.
“A medida tem como objetivo fidelizar o professor. O aumento da carga horária vai permitir o maior convívio do professor com os estudantes e maior articulação com a comunidade escolar”, afirmou o secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia.
O conteúdo do edital está disponível no Diário Oficial do Estado e nos portais da Cederj e da Secretaria de Educação (www.rj.gov.br/seeduc).
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